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O emprego tradicional morreu?
Outro dia me deparei com um artigo escrito pelo sociólogo José Pastore que dizia que as próximas décadas iriam sacramentar a morte do emprego”. Afinal, o mercado de trabalho é um grande desafio. Importante não confundir com a morte do trabalho, pois esse irá continuar a existir – muitas coisas precisam ser feitas. Li até o final e mostrava o ano em que foi escrito: 1994!

Estamos aqui 27 depois e na minha leitura, pouco evoluímos nesse sentido. Vimos sim uma série de modalidades de remuneração serem criadas, tentativas e ensaios em dar uma aparência mais dinâmica nas relações, porém mudança na concepção e formato de trabalho muito tímida e embrionária.
O futuro do trabalho parece estar presente e fazer ter mais sentido no desenvolvimento do pensamento autônomo, onde as pessoas trabalharão em projetos com começo, meio e fim. Terminado o projeto, eles passarão para outros projetos, na mesma empresa ou em outra.
Em um outro artigo escrito para a revista New York Times por Adam Davidson, ousa dizer que o trabalho seguirá o modelo de Hollywood.
Explica-se: quando surge um novo filme, seus responsáveis fazem sua gestão como a de um projeto (o que de fato ele é).
Colocam-se na mesa as necessidades para a realização daquela empreitada – recursos materiais, financeiros e humanos – e, feito o devido planejamento, os cabeças vão atrás desses recursos.
No caso dos “recursos humanos”, são elencados os expertises necessários para o feito e a procura começa. Depois de o trabalho finalizado, o filme entregue, fim de ciclo. Hora de buscar o próximo projeto.
Mercado de trabalho um grande desafio para CLT ou autônomo
Olhando por esse prisma e fazendo um paralelo com a geração que está no processo de fechamento do seu ciclo profissional dentro das empresas, esse modelo faz sentido, embora muito inovador para ele que se consolidou como profissional dentro da CLT.
Como um consultor autônomo e independente a experiência, a maturidade e os cabelos grisalhos estão presentes como requisitos mandatórios, ou seja, acaba sendo uma excelente maneira de prolongar a sua carreira.
Já pensando nas novas gerações também faz muito sentido. Vemos que esse modelo está bastante aderente às suas motivações. O formato 9-6, crachá, benefícios e chefe vêm na contramão de autonomia, flexibilidade, propósito e principalmente desafios.
Se está tão alinhado com o que vislumbramos a médio prazo, o que torna tão difícil essa transição?
Superar os desafios dessa transição é uma das razões para a existência do Clube da Consultoria, aqui você irá encontrar posts, vídeos, webinars e cursos que irão te ajudar a passar de forma mais suave nesta importante transição. Você também acha que o mercado de trabalho é um grande desafio?
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Um abraço,
Claudia e Flavio – Fundadores do Clube da Consultoria