Os 6 erros mais comuns de gestão financeira que você deve evitar na sua empresa de consultoria

  • Os 6 erros mais comuns de gestão financeira que você deve evitar na sua empresa de consultoria

    A vida de consultor independente e a gestão financeira necessariamente significam aprender a lidar com os picos e vales, como já falamos sobre isso diversas vezes em vários posts e webinars que fizemos ao longo destes anos todos.

    gestão financeira

    Justamente por termos que conviver com momentos de vacas gordas e principalmente com as vacas magras, a gestão financeira da sua vida e da sua empresa de consultoria é fundamental.

    Mais do que nunca a fábula da cigarra e da formiga é uma lição fundamental a ser absorvida pelos consultores independentes.

    Haverão momentos em que você estará ganhando muito dinheiro, trabalhando muito, mas infelizmente também haverão momentos em que o que você ganha não será suficiente para você pagar as suas contas no mês, principalmente no início da sua atuação.

    Sabendo desta inevitável situação, é fundamental para um consultor independente fazer a sua gestão financeira muito bem feita e sempre ter um “pé de meia” estratégico para passar pelos momentos de baixo volume de trabalho e faturamento.

    Assim sendo, listo as 6 dicas fundamentais da gestão financeira para que você tenha sucesso na sua carreira de consultor independente.

    1- Tenha uma reserva estratégica de emergência para os momentos de vale

    Como já comentamos acima, ter esse dinheiro guardado em um “lugar seguro” longe da tentação de gastá-lo é fundamental

    Qual o nível dessa reserva que você deve ter?

    Na verdade, existem várias variáveis que devem ser consideradas para você definir o nível de reservas, entre elas: a) seu custo de vida; b) seu ciclo de vendas; c) seu apetite ao risco; d) seu pipeline de potenciais clientes.

    Contudo, de forma genérica costumamos dizer que ter entre 4 e 6 meses de custo de vida guardados como uma reserva de emergência, muito provavelmente lhe trará conforto suficiente para passar pelos vales da consultoria independente.

    2- Tenha um “lugar seguro” para guardar esse dinheiro

    Não, nós não estamos dizendo para deixar o dinheiro embaixo do colchão ou dentro de um cofre.

    Contudo, é muito recomendável que essa reserva financeira de 4 a 6 meses do seu custo de vida seja aplicada em uma conta específica para esse fim.

    Pode ser uma conta corrente exclusiva para essa reserva, ou você pode escolher um fundo de investimento, preferencialmente de renda fixa, exclusivo para a reserva de emergência dos vales.

    Não existe uma regra única para as opções, neste caso vale a pena você ter autoconhecimento e saber se você será capaz de resistir de gastar esse dinheiro de emergência simplesmente por ele estar com acesso fácil lá na sua conta principal bancária, naquele fundo de investimento. 

    Se você se conhece e sabe que essa tentação talvez seja grande demais para você, quem sabe seja interessante abrir uma outra conta bancária para deixar esse dinheiro aplicado.

    Neste caso, por esse dinheiro estar em uma conta que não é a que você usa no dia a dia, essa tentação de gastá-lo fica diminuída, afinal você não estará olhando para ele no seu dia a dia.

    3- Saiba qual o seu custo fixo mínimo para viver

    Se você não sabe qual o valor mínimo que você precisa para viver no seu dia a dia, fica aqui uma sugestão, comece a descobrir.

    Para descobrir qual o seu custo fixo, basta você ter a disciplina durante o período de um a três meses e registar todos os seus gastos, com data, valor, destino do dinheiro.

    Depois desse exercício de autoconhecimento, você poderá fazer o próximo passo desde autoconhecimento, avaliar onde você está gastando dinheiro com itens, produtos, serviços desnecessários, que poderiam ser reduzidos.

    É muito provável que você encontre um montante significativo de gastos que se forem cortados, sua vida não mudará em nada.

    4- Tenha um custo fixo o mais baixo possível para uma boa gestão financeira

    Essa é uma recomendação clássica para todos os consultores independentes. Reduza seu custo fixo ao máximo, elimine tudo que for irrelevante ou supérfluo para a sua vida e o seu dia a dia, assim, inclusive sua reserva de emergência (lá do item da nossa lista) pode ser menor.

    Não caia na tentação de ter um escritório, uma secretária, etc, etc, etc. 

    Consultores independentes, via de regra, não recebem clientes no seu escritório, eles vão até os clientes, ou hoje em dia, na maioria das vezes fazemos reuniões virtuais por sistemas de videoconferência.

    Ter um escritório é uma tentação, afinal fomos educados a irmos ao escritório trabalhar, nos trás uma sensação de solidez e segurança, mas eu te garanto, esse custo fixo, na grande maioria dos casos, para não dizer em todos os casos, é um custo fixo que pode ser desnecessário.

    5- Ter dinheiro sobrando não significa “licença para gastar”

    É comum na vida do consultor independente, nos momentos de vacas gordas termos “muito” dinheiro “sobrando” para gastar, mas isso não deve ser uma “licença para gastar”, mesmo que você já tenha a sua reserva de emergência no seu “lugar seguro”, o fato de ter “dinheiro sobrando” não deveria significar que posso sair gastando por aí.

    A técnica dos envelopes, que pode ser adaptada nos dias atuais para várias contas bancárias ou vários fundos de investimentos, ainda funciona muito bem nos dias de hoje.

    Tenha um envelope com o destino para o qual esse dinheiro está reservado escrito do lado de fora, ou tenha um fundo de investimento ou até mesmo uma conta bancária para cada destino do dinheiro, alguns exemplos de destinos: a) férias e viagens; b) trocar de carro; c) comprar imóveis; d) fazer cursos ou pagar faculdade; e) aposentadoria; etc.

    6- Mantenha um sistema de controle econômico gestão financeira

    É fundamental em qualquer negócio saber qual o resultado que esse negócio está gerando, portanto, é fundamental você ter o controle econômico da sua empresa de consultoria independente.

    Para tal você deverá ter uma planilha onde você irá registrar todas as receitas que você gerou no mês corrente e todas despesas da sua empresa no mês corrente.

    Note que é irrelevante se a receita ou despesa gerada no mês foi paga ou recebida no mesmo mês, esse é o conceito de competência. 

    Você apura o resultado do mês, independentemente se o dinheiro entrou ou saiu do caixa neste mês ou irá entrar ou sair do caixa nos meses futuros.

    Note que quando falamos das despesas da sua empresa, não estamos falando do seu custo de vida pessoal, mas sim das despesas inerentes a sua empresa de consultoria independente. 

    Exemplos de despesas do seu negócio: a) hosting do site; b) pagamento pelas horas dos consultores (que pode ser você mesmo ou um terceiro); c) despesas com prospecção; d) assinaturas de sistemas, sites, etc.

    Contudo apenas apurar o resultado econômico tão pouco é suficiente para a sua gestão financeira; você precisa ter uma visão de como está o seu fluxo de caixa, ou seja, saber quando de fato haverão as entradas de dinheiro e as saídas de dinheiro da sua empresa.

    Para tal é fundamental que você tenha também uma planilha que projete o seu fluxo de caixa para os próximos meses com as previsões de entradas e saídas de dinheiro. Assim você poderá identificar eventualmente momentos em que possa haver sobra ou falta de caixa.

    Seguramente existem outros aspectos que você precisará considerar ao fazer a gestão financeira da sua empresa, mas se você já fizer esses seis pontos principais listados acima é um belo caminho para a sua segurança financeira da sua empresa já terá sido percorrido.

    Comente aqui e compartilhe com seus amigos!

     Inscrevam-se no nosso blog www.clubedaconsultoria.com.br e assinem nosso canal no YouTube https://www.youtube.com/c/ClubedaconsultoriaBr/videos , lá vocês irão encontrar muita informação!

     

    Um abraço, 

    Claudia e Flavio

     

     


0 comentário

Deixe uma resposta