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O que torna tão difícil a transição do antigo para o novo formato de trabalho?
Inicio fazendo um paralelo entre geração, formato de trabalho, motivação e necessidades, onde entendo que seja necessário trabalhar em 3 grupos distintos quando falamos de uma transição no modelo de trabalho, contratação e remuneração. E finalmente, como ser feliz no trabalho.
Importante entendermos as nossas motivações, as nossas raízes e inclusive as nossas crenças para efetivamente enxergarmos sentido no movimento que estamos fazendo, além de nos dar pistas do porquê ele se torna desafiador nos fazendo tão hesitantes.
As 3 gerações em ação
1- Baby Boomers e Geração X (início de 1960 até o final dos anos 70. Por vezes são incluídos também os nascidos até 1982)
É necessário desenhar um modelo de transformação, quebra de paradigmas e mentalidade. Precisamos entender que mais cedo ou mais tarde, por escolha ou não, eles sairão das companhias que trabalhavam, provavelmente no auge da sua maturidade e conhecimento técnico e terão necessariamente que buscar uma forma de realização ou uma fonte de renda diferente do formato que tinham, ou seja, de uma forma independente e autônoma – como um consultor por exemplo.
Em um dos workshops que estava ministrando foi feito um questionamento, que leva a uma reflexão: se temos consciência do formato de trabalho futuro e do nosso ciclo de vida útil dentro das empresas, quando será mais fácil fazer essa transição, aos 45 ou 55 anos?
Para mim não existe resposta certa, existe a melhor decisão dentro do seu cenário e dentro do seu momento. Mas vale a reflexão!
2- Geração Y (nasceram em fins dos anos 70 e início dos anos 90)
Nasceram dentro de um mundo de transformações constantes, porém precisam ser formados profissionalmente dentro do novo modelo de trabalho, e isso está perfeitamente certo para eles, já que buscam autonomia, liberdade e propósito.
No entanto, eles se chocam com o modelo antigo e acreditam que têm poucas referências para colocar o novo modelo de pé. Precisam aprender já fazendo e testando esse novo formato.
3- Geração Z (nascidos entre o fim de 1992 a 2010).
Nessa geração, naturalmente conectada, podemos dizer que desde pequenos, criam a mentalidade do pensamento autônomo, como se já existisse no seu DNA. É preciso desenvolver habilidades para que quando se depararem com o mercado de trabalho essas competências já estejam totalmente absorvidas. Mas será que a geração é feliz no trabalho?
Os grandes desafios dos próximos anos para ser feliz no trabalho
As empresas já enfrentam as dificuldades de conviver com essas 3 gerações ao mesmo tempo e encaram o grande desafio de concatenar todas essas necessidades, que aparentemente são absolutamente antagônicas.
Não podemos esquecer que estas mesmas 3 gerações estão no mercado e são ativos como clientes, consumidores e força de trabalho. A cada dia que passa naturalmente haverá uma ascensão das gerações Y e Z às posições de liderança e decisão.
Cabe, portanto, às empresas entenderem as motivações e necessidades de cada uma das gerações e ajustar sua forma de lidar com as demandas e expectativas de cada uma delas.
Outro ponto fundamental a ser considerado é a forma de comunicação que tem de ser revista para cada um dos públicos, afinal para cada geração o modelo e formato é via de regra bastante distinto.
Obviamente as preocupações das gerações Y e Z com a longevidade e uma eventual transição para este novo modelo é muito mais leve do que para os Baby Boomers e X, seja por questões de idade, ou por maior semelhança no modelo mental dos Y e Z e esse novo modelo de trabalho.
Em que geração e fase de vida você se encontra? Você é feliz no trabalho? Você percebe diferenças na maneira como as gerações encaram a carreira profissional?
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Um abraço,
Claudia e Flavio – Fundadores do Clube da Consultoria